Crítica | Série | All Her Fault

Crítica | Série | All Her Fault

Você já deve ter percebido que All Her Fault é uma das séries de suspense e mistério mais comentadas nesse começo de ano. Embora o Globo de Ouro tenha escapado, Sarah Snook não saiu de mãos vazias na temporada. Poucos dias antes da premiação do Globo, Sarah venceu o prêmio de Melhor Atriz em Minissérie no Critics Choice Awards, por seu papel como Marissa Irvine.

Ao mesmo tempo, All Her Fault alcançou o topo das produções mais assistidas no Prime Video no Brasil, após sua estreia original no Peacock (EUA) no final de 2025. Claro, a informação é do próprio canal, mas perigas ser isso mesmo.

A trama é baseada no best-seller de Andrea Mara e começa com o pior pesadelo de qualquer mãe:
Marissa Irvine (Sarah Snook) vai buscar seu filho pequeno, Milo, na casa de um colega de escola para onde ele foi brincar. No entanto, ao bater na porta da casa indicada, a mulher que atende é uma completa estranha que afirma nunca ter visto Milo e nem conhece o filho de Marissa.

A partir daí, a série mergulha em uma teia de segredos envolvendo as famílias da elite local, revelando que ninguém é exatamente quem aparenta ser.

Além de Sarah Snook (Succession), a série tem no elenco Dakota Fanning (vivendo Jenny Kaminski, uma personagem central nesse mistério), Michael Peña (como o detetive Alcaras, encarregado de investigar o caso) e Sophia Lillis (que Interpreta Carrie Finch, a babá que está no centro do enigma).

O que chamou a atenção positivamente (além da boa trama) é que protagonistas e equipe são predominantemente femininos. A ótica de Andrea Mara coloca a maior parte dos protagonistas masculinos como figuras obsoletas, mesquinhas e torpes, bem centradinhos no próprio umbigo. As protagonistas mulheres, por outro lado, são a força-motriz da história, para o bem e para o mal.

Eu sei que hoje em dia nem seria ideal exaltar essa predominância feminina, mas sempre é bom lembrar que esse universo do entretenimento ainda é dominado pelos homens. São poucas as mulheres que detém star power o bastante para mover mundos e fundos. Por isso que a ovação de Julia Roberts no Globo de Ouro, por exemplo, foi justa e marcante.

Vale lembrar que no livro, a trama se passa em Dublin, na Irlanda, e na série temos Chicago, nos EUA, como pano de fundo. All Her Fault foi originalmente concebida como uma minissérie de 8 episódios, mas já existem discussões sobre uma possível segunda temporada, embora a história principal tenha um desfecho claro.

Se você gosta de thrillers psicológicos no estilo de Big Little Lies ou The Undoing, All Her Fault é uma escolha excelente. A série foca bastante na “culpa materna” e na pressão social sobre as mulheres, além de entregar reviravoltas que mudam completamente o rumo da história nos episódios finais.

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