No dia 29 de setembro de 1988, Raimundo Nonato Alves da Conceição, frustrado com a situação política e econômica do Brasil, sequestrou o voo Vasp 375. Partindo de Confins, em Belo Horizonte (MG), com destino ao Rio de Janeiro (RJ), seu plano sinistro visava colidir o avião contra o Palácio do Planalto e assassinar o então presidente, José Sarney.
Este episódio, quase esquecido na história brasileira, agora ganha as telas com o lançamento de O Sequestro do Voo 375, que chegou ao Star+ nesta semana.
Manobra heroica salvou vidas
Armado com um revólver calibre 32, Raimundo matou o copiloto Salvador Evangelista e forçou o comandante Fernando Murilo a redirecionar o voo para Brasília. Contudo, Murilo, responsável pela vida de mais de 100 passageiros, executou uma manobra aérea inédita, conhecida como tonneau.
Essa ação desestabilizou o sequestrador e permitiu um pouso seguro no aeroporto de Goiânia.
Herói não reconhecido
Apesar de ter evitado uma tragédia maior e salvo inúmeras vidas, o comandante Murilo nunca recebeu o reconhecimento merecido no Brasil. O Sequestro do Voo 375, dirigido por Marcus Baldini (Bruna Surfistiha) e produzido por Joana Henning (em uma coprodução Star Original Productions), busca corrigir essa omissão histórica.
O elenco conta com Danilo Grangheia e Jorge Paz nos papéis principais, além de um time robusto de atores coadjuvantes.
Um alerta sobre segurança
O lançamento de O Sequestro do Voo 375 serve como um lembrete crítico. Em suma, foi preciso o ataque de 11 de setembro de 2001, com a perda de milhares de vidas, para que medidas de segurança aérea rigorosas fossem implementadas globalmente.
O filme, portanto, não apenas narra um episódio quase esquecido, mas também questiona a reatividade das políticas de segurança aérea.
