Era uma vez, uma floresta habitada por todos os bichos da Terra, desde uma simples formiguinha até um grande elefante.
O elefante, de nome Lindofofo, ainda jovem, apenas 6 anos, mas já pesando cerca de três toneladas, era um verdadeiro boa praça. Gostava de pastar com os amigos, tomar banho no grande rio, jogar lama nos pais e irmãos, enfim, levava a vida como toda criança grande, além de ser muito inocente.
Certo dia, pastando nas verdes relvas acerca do lago, escuta um chamado como se fosse um assobio bem fraquinho. Procura, olha para os lados, para cima e para baixo e nada encontra. Volta a pastar. Quando novamente o assobio soa e antes que tente novamente procurar, em cima de sua tromba, uma formiguinha.
Sim! Uma formiguinha toda faceira, em seu vestidinho verde limão, com bolinhas brancas, cinto rosa choque, sapatinho e bolsa de fundo de tampinha de tubaína, de cor rosa, e uma bela fita verde limão, segurando sua cabeleira vermelha solta ao vento.
Em sua carinha, um belo óculos com lentes rosa e a boca contornada pelo vermelho pitanga. Assim começa um diálogo entre os dois:
– Oi, Grandão! Tudo certinho? Meu nome é Lily da Perna Fina, eu sou a formiguinha que quando pica, arde como fogo! Mas, eu tenho é xiririca! Ha, ha, ha! E você como se chama?
– Eu me chamo Lindofofo! Sou um elefantinho, tenho apenas dez aninhos. Gosto de brincar com meus amiguinhos e irmãos. Agora estou pastando. E você? Não pasta?
– Não! Eu estou virando a bolsinha, vendo se consigo arranjar uns trocados. Com este calor está difícil, mas tenho que continuar. E você aí, Grandão! Você é uma gracinha! Não quer fazer um programinha? Faço de tudo! Uso camisinha! Sou muito legal, que tal? Dê uma olhada nas minhas perninhas não são lindas?
– É, você é bem pequeninha e bonitinha, mas por que você vira a bolsinha? Você sabe voar? É parente da mosca-varejeira, aquela verdona? Ou da mosca vira-bossa?
– Não! Eu sou formiga! Não tenho nada de mosca e não sei voar. Virar a bolsa quer dizer, vamos fazer amor? Você entendeu? Pô, você é mesmo um bundão!
– É! Penso que entendi. A minha mãe sempre me chama de meu amor. E os meus irmãos também. Não é isto! Eu gosto muito quando ela me chama de meu amor! A sua mãe também te chama de meu amor?
– Não Grandão! Fofão! A minha mãe me chama de FDP! Você não entendeu nada! Você ainda é virgem? Nunca deu uma pipocada?
– Não! Eu já comi pipoca na festa junina!
– É! Você pelo visto não sabe nada. Você tem algum dinheiro com você?
– Não! Eu não ando com dinheiro, papai não deixa, posso ser roubado!
– Ok! Já entendi tudo! Bem, hoje, com este calor, e não rolando nada. Penso que vou fazer uma caridade! Mas antes você tem que me levar do outro lado do lago.
– Você quer aprender outro tipo de brincadeirinha?
– Eu quero! Qual é a brincadeirinha?
– Bem, você já usou o seu bilau?
– O que é bilau?
– Bem, bilau é por onde você faz xixi! Você já brincou com ele?
– Eu já! Com meus amiguinhos. Nós apostamos quem faz xixi mais longe, eu sempre ganho. O meu pipi é muito grande, parece uma mangueirinha. Por que você chama pipi de bilau? É sobrenome dele? Você também tem pipi? E faz xixi longe?
– Bem, meu fofinho! Primeiro, bilau não é sobrenome, mas sim apelido carinhoso! Depois, eu não tenho bilau, mas sim, xiririca! E não faço xixi longe, mas para baixo, entendeu?
– Penso que sim! Mas por que você tem mexerica? Não é uma frutinha meia doce?
– Fofinho! Não vamos mais ficar perdendo tempo com esta conversa que não sai de cima. Eu quero saber se você me leva para o outro lado do lago e eu te ensino uma nova brincadeira, certo? Você topa?
– É! Eu topo, vou te levar para o outro lado do lago. Mamãe fala para ajudar os bichinhos sem esperar recompensa, suba nas minhas costas.
E lá foram os dois para o outro lado do lago. Lá chegando, a formiguinha falou para o Lindofofo ir tirando o calção molhado e deitar-se no chão.
– Nossa, fofão! Não existe camisinha com este tamanho. O seu bilau parece a mangueira do carro de bombeiro, acho que não vai dar. Mas já que estamos aqui, e eu não sou de fugir da raia, vou apenas dar uma picadinha que vai arder um pouquinho, depois eu assopro.
De repente o silêncio da floresta é quebrado por um grande som, como se fosse uma buzina de ar comprimido. O elefantes se agitam, mamãe elefanta se desespera por não ver o Lindofofo perto do lago.
Quando do outro lado do lago, Lindofofo abana a tromba e meio cambaleante entra no lago, depois já do outro lado, toma uma tremenda bronca da mamãe elefanta por ter se separado dos irmãos e manada.
A partir deste dia, Lindofofo não foi mais o mesmo. Não queria mais brincar com seus amiguinhos de campeonato de xixi a distância. Agora só queria brincar com as elefantinhas de casinha e de hospital, desde que ele fosse o médico.
E assim, tudo termina com os elefantinhos pastando e a formiguinha Lily perna fina virando a bolsinha. Quem quiser que invente outra…
Moral? Você decide…
Ajude sempre sem esperar recompensa, sua alma enobrece.
Elefantinho gordo e virgem, que quando a picada arde… Sua vida muda… Vira saca ninho.
Formiguinha tarada que quando pica arde como fogo! Não perdoa bundão.
