Crítica | Música | O Inimigo Agora É Outro, Vol. 2

O novo álbum de d.silvestre, O Inimigo Agora É Outro, Vol. 2, aponta para uma rigidez que desafia o próprio histórico do produtor. Depois de ESPANTA GRINGO, lançado ano passado, o rondoniense parece não conseguir se conter diante das fórmulas ruidosas do funk que parecem brinquedo em suas mãos.

O Inimigo Agora É Outro, Vol. 2 é um exercício mais complexo de trocar algumas peças do tabuleiro sem deixar de lado o que ele sempre fez. Por isso, faixas como Tralha da Fac e Taka Fogo em Kiksilver ressoam as tendências orgânicas que o produtor cria a partir da condensação do hardcore industrial e do power electronics – que ainda é puramente funk, esqueça os estrangeirismos.

O mais ousado

O mais interessante de tudo é que não se trata apenas de mixagem. A música não surge do zero e, ao fazer esta mistura, d.silvestre traz também algo essencialmente novo. Note que o ambiente mais seco do que nunca também funciona na potência máxima. É difícil descrever em palavras, é mais justo dizer que O Inimigo Agora É Outro, Vol. 2 é, mais do que tudo, um sentimento.

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