Desde que a TV surgiu, as séries têm ocupado espaço importante em sua programação. O berço incontestável delas, claro, é o mercado americano, que fez da televisão um segundo negócio importante na indústria do entretenimento.
Dos EUA para o mundo, hoje as séries circulam e são geradas nos mais diferentes territórios e idiomas. O streaming aceitou papel fundamental na propagação delas e hoje é fonte de títulos nos mais diferentes gêneros.
Sitcoms, slapstick, dramas de tribunal, reality shows, etc. inundam os lares com uma programação diversificada, que dificilmente será assistida em sua plenitude. Por causa disso, é praticamente impossível apontar quais as 5 maiores séries de todos os tempos.
Contudo, nossa redação aceitou o desafio adotando alguns critérios. E aí? O que acha da nossa lista?
I Love Lucy (1951-1957)
Quem precisa ter visto I Love Lucy recentemente para visualizar, instantaneamente, a imagem de sua heroína de rosto elástico se jogando de cabeça em um barril de uvas? Ou devorando chocolates com frenesi? Lucille Ball não era apenas uma comediante; era uma força da natureza. Como coproprietária dos Estúdios Desilu, ao lado do marido Desi Arnaz, Lucille Ball abriu caminho para as mulheres em uma indústria dominada por homens. E transformou Lucy Ricardo em uma mulher comum levada ao extremo, respondendo a frustrações cotidianas com um grito histérico que ecoou através das décadas. Muitas tentaram capturar a magia de I Love Lucy, mas a alquimia perfeita entre Lucy, Arnaz, os roteiristas e a TV em sua infância tornou esse show único e eterno.
Mad Men (2007-2015)
Nos anos desde seu final em 2015, Mad Men solidificou seu lugar no panteão das melhores séries de todos os tempos. Foi a plataforma de lançamento para astros como Elisabeth Moss e Jon Hamm, mas também carrega o peso de um final controverso e acusações contra o criador Matthew Weiner. Talvez esse legado ambíguo seja condizente. Ambientado na turbulenta década de 1960, Mad Men tinha como protagonista Don Draper, um homem tão charmoso quanto destrutivo, escondido atrás de um terno impecável e um queixo perfeito. A estética da série elevou a segunda Era de Ouro da TV a patamares inéditos. Através da agência de publicidade de Don, mergulhamos na ascensão do feminismo, na luta de classes e na ambição americana daqueles anos. Mad Men era pura ambição. Com personagens complexos como Peggy, Pete, Joan, Betty e Roger, a série alçava voo, como disse Bert Cooper ao assistir o pouso na lua pela TV: “Bravo!”.
Família Soprano (1999-2007)
O drama anti-herói definitivo chegou com Família Soprano. Quando o deprimido chefe da máfia Tony Soprano, interpretado pelo brilhante James Gandolfini, entrou no consultório da Dra. Melfi, deu início a uma exploração profunda da masculinidade em crise. Aproveitando a liberdade criativa da HBO, o criador David Chase mergulhou na assimilação ítalo-americana, no declínio americano e nas dinâmicas familiares freudianas. A vida pessoal e profissional de Tony formam uma teia de disfunção: a negação de sua esposa Carmela, a necessidade emocional sufocante de sua mãe Livia e uma coleção de filhos fracassados. A mistura de banalidade e brutalidade de um pai suburbano que mata um homem no tour da faculdade da filha tocou um nervo exposto na sociedade americana.
Os Simpsons (1989-presente)
Nenhuma série teve tanto impacto na comédia quanto a criação de Matt Groening. Nascida de rápidos esquetes no The Tracey Ullman Show, Os Simpsons se transformou na sitcom mais influente da história da TV. Acelerou o ritmo das sitcoms tradicionais com flashbacks cômicos e cortes imaginários absurdos, enquanto sua sátira afiada da cultura pop moldou a sensibilidade de gerações. Tudo isso dentro de uma estrutura familiar, lembrando as sitcoms clássicas, mas com uma dose generosa de humor ácido.
Breaking Bad (2008-2013)
Não é apenas a transformação de Walter White, de professor de química frustrado a rei da metanfetamina do Sudoeste, que é impressionante. Breaking Bad exemplifica o auge da Peak TV: o visual estilo cinematográfico; as mudanças de tom inesperadas; a colisão da vida doméstica com a violência criminal; o time de estrelas do elenco de apoio (Saul Goodman, Gus Fring e Mike Ehrmantraut). A série chegou a tal patamar que, quando disponibilizada na “nascente” plataforma Netflix, se tornou uma sensação nacional. Breaking Bad foi tão viciante e incrível que seus criadores, incluindo Vince Gilligan, não conseguiram parar e expandiram a história com o excelente spinoff Better Call Saul. Parafraseando Walt, esta foi a série que bateu forte.

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