Crítica | Filme | Matador de Aluguel

Crítica | Filme | Matador de Aluguel

Certas coisas não mudam. O tempo passa e os estúdios decidem revisitar algum filme que fez sucesso no passado. E nada contra isso, desde que uma regra fundamental seja respeitada: se for para fazer apenas uma modernização da história, é melhor deixar quieto. E não é o caso de Matador de Aluguel, produção da Amazon MGM Studios que estreou no streaming do Prime Video em 20 de março.

Não que haja a tal modernização citada. Ela existe, mas consegue ser equilibrada com adaptações necessárias para que o espectador não se sinta enganado ao final.

Para ilustrar o que digo, gosto de usar o exemplo de do remake de Psicose (1960), feito pelo diretor Gus Van Sant em 1998. Tirando a colorização e o elenco (claro!) quase nada mudou na história de Norman Bates e sua mãe. Talvez tenha sido apenas uma homenagem ao original ou à Alfred Hitchcock, sei lá… O que ficou foi a reação do público.

E a lista de casos como os de Psicose é grande. Só o ator Colin Farrell praticamente se especializou nisso…

Voltando ao Matador de Aluguel, a versão 2024 faz jus à experiência do diretor Doug Liman, adquirida com filmes como Jason Bourne e No Limite do Amanhã só para citar dois. Realmente, ele sabe o que fazer para com uma trama de ação. No caso específico de Matador de Aluguel, seria preciso convencer o espectador de que o ator Jake Gyllenhaal seria capaz mesmo de botar alguém para dormir com um soco.

Não bastaria ao herói exibir tanquinho e músculos para impressionar um perfil de público que já se saturou com as lutas de boxe coreografadas na franquia Rocky. E esse cuidado funcionou. Ainda mais com o reforço de Conor McGregor, estrela do UFC, na estreia cinematográfica e como antagonista.

A nova versão de Matador de Aluguel gira em torno de Elwood Dalton (Gyllenhaal), ex-lutador de UFC com um passado um tanto nebuloso. Ele é contratado para fazer a segurança de um bar em uma pequena ilha na Flórida e se depara com uma galera do mal que trafica drogas e tem planos imobiliários para toda a área. É isso. O resto é pancadaria.

Os fãs de Patrick Swayze e o seu Matador de Aluguel (1989) não ficarão ofendidos com o remake. Ainda mais sabendo que a nova versão faz uma ou outra citação ao original. Como o hábito de Dalton com o café, a gaiola no palco e a frase “ninguém ganha em uma luta”. A trilha musical também faz jus ao filme de 80. Mas acho que poderiam arrumar alguém para ocupar o papel que Sam Elliot desempenhou. Apenas uma opinião…

Interessante que o nome Matador de Aluguel nunca se parece em nada com o título original do filme, Road House. Que pode ser traduzido como taberna. E para isso há uma explicação interessante na versão 2024. Em suma, fácil e rapidamente consumível.

2 comentários sobre “Crítica | Filme | Matador de Aluguel

Deixe um comentário