Alguém já escreveu a vida como uma viagem de trem,
Em estilo metafórico, como se deve um lente escritor.
Nas suas pegadas, embalado no sopro da viagem,
No trem e estações da vida, deste limiar me faço viajor.
No comboio que leva o trem, vagões de passageiros se dividem,
Uns maiores e confortáveis, outros menores e extenuantes.
Em ambos os vagões, o movimento de passageiros é constante,
Em cada parada, estação, uns descem, outros sobem.
Na viagem que para tantos se inicia, apenas alegria,
Para outros, a espera da próxima parada, só melancolia.
Duas pessoas especiais, assentadas ao nosso lado, quão primazia,
Esperamos que continuem até a última estação, em nossa companhia.
Todavia a verdade se faz madrasta. Em alguma estação elas irão descer,
Deixando-nos órfãos e desprotegidos de amor, o coração a sofrer.
São nossos amados pais! Outra viagem aceder.
No correr dos trilhos, muitos se sentam ao nosso lado,
Alguns nos deixam marcas para sempre de puro amor.
Em nossas lembranças nunca os esquecemos,
Outros descem ou mudam de vagão, sem que notemos.
Recordações de nossos irmãos, namoradas e amigos.
E a viagem continua… O mundo, o tempo passando.
Nos vagões pessoas sempre circulando,
Por onde passam…
Palavras, gestos, conselhos norteiam.
Sua missão… O amor como ensinamento.
Agora o trem diminui sua velocidade… Momento de descer.
O medo arremete nossos pensamentos, dor e sofrimento,
Daqueles que na viagem iremos deixar; sem adiamento.
Outras estações com suas mutabilidades… Vida do aprender.
São nossas esposas, filhos e netos…
A viagem continua, com paradas e partidas do trem,
Nas estações da vida… Alguns descem, outros sobem.
Correndo nos trilhos ao encontro e desencontro,
Do saber e conhecer seu livre arbítrio.
A viagem no trem continua… Pelas estações da vida.
