Sentado na areia
Quase quente…
Meus olhos se perdem,
No doce azul do mar.
Meus pés suavemente
Deslizam…
Como mãos finas e ardentes,
Meu corpo arrepio corre.
Minhas costas mansamente,
Ao encontro…
Do cálido abraço,
Me entrego…
Agora, fecho os olhos.
No ardor que percorre,
O êxtase sobe…
No sufoco – rouco
De o longo beijar.
O sol enraivecido
O calor acorda
Meu sonho delirante,
Despertar, sonho – lunar.
Os olhos abertos procuram
O peito – sentimento,
Ao mar…
Me desculpo.
Nos pés, me levanto!
Agora correm
Ao encontro – amante,
Das ondas a me esperar.
