Poesia | Âmbar

Poesia | Âmbar

Caminhando, solitário

Sigo, sem destino.

Talvez, apenas a água sentir,

Nos meus pés descalços (enrugados).

Meus olhos, à frente, vigiam,

Vigiar, sem a quem vigiar…

Encontro.

Arrastando, sua capa madrepérola,

No vai e vem do mar, aberta…

Uma concha, da cor âmbar.

Minha mão, o tesouro segura,

Num gesto – instinto…

Ao ouvido, se encontram.

E lá… Bem, no fundo, do fundo;

No balanço das ondas,

O som do mar.

Não sei se vou ou se fico

Se fico não posso ir

Se indo não venho vindo

Se partindo, fico despedindo.

Mas, se fico ou se vou,

Nunca de Ti deixarei

De amar.

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