Para conferir Garfield: Fora de Casa, filme que a Sony Pictures lança nos cinemas brasileiros em 1/5, decidi convocar dois especialistas em desenhos animados: meus netos. Ainda que eles já estejam conferindo O Mandaloriano, Indiana Jones e outros títulos do gênero fantástico, sempre há espaço para um Garfield, um Lilo & Stitch ou um Malvado Favorito.
Não se enganem! Já tive minha dose de Digimon, Pokémon, Cavaleiros do Zodíaco e afins na infância dos meus filhos. Eu mesmo não perdia A Princesa e o Cavaleiro, Fantomas e Sawamu quando criança. Mas essa é outra história…
Pois bem, levei os dois para uma concorrida pré-estreia abarrotada de gente para conferir a versão dublada de Garfield: Fora de Casa, personagem de quem aprendi a gostar nas tiras de quadrinhos do extinto Jornal da Tarde. Contudo, nostalgia à parte, fiquei mais interessado nas reações dos netos, como disse, já acostumados aos longas-metragens.
A impressão que tive é que Garfield já está um pouco fora do escopo deles. Talvez em uma trama infantil demais e que teima em manter a rotação em alta o tempo todo. Ainda que contando um pouco do passado do personagem, de quando ele e Jon se conheceram.
E é o próprio Garfield que relembra o ocorrido ao lado do cãozinho Odie. De quando seu pai, Vic, o abandonou em um beco em uma noite chuvosa. E de como ele conheceu a pizza de pepperoni e o Jon, claro.
Vic, contudo, é um sujeito um tanto enrolado e tem uma dívida com uma gata meio desequilibrada, Jinx (dublada em inglês por Hannah Waddingham, de Ted Lasso), que vai cobrar geral. Os dubladores originais, aliás, são um atrativo para o público adulto (desde que exista versão legendada, o que eu duvido!).
Garfield é dublado por Chris Pratt e Vic é dublado por Samuel L. Jackson. Mas ainda temos Ving Rhames (Otto), Nicholas Hoult (Jon) e Brett Goldstein (Roland). Garfield: Fora de Casa é bem feitinho e deve navegar em uma faixa etário meio estreita. Aos pais recomendo pipoca e refri para ajudar a descer os 101 minutos de duração.
