Crítica | Filme | Duna

Crítica | Filme | Duna

Quando Frank Herbert publicou seu livro Duna em 1965, ele lançou luz sobre o futuro da ficção científica moderna. A importância que a obra teve no cinema e suas inovações, é algo que pode ser observado ao longo dos anos e nos diferentes filmes e séries que passeiam pelo estilo do autor.

Contudo, apesar disso, Duna nunca foi além de uma literatura altamente influente ou um longa que não correspondesse à sua grandeza. Esse longa, aliás, é motivo de desgosto. David Lynch nega comentar até hoje sobre qualquer coisa que ele fez naquela produção nos anos 80.

A imensidão de Villeneuve

É claro que, nessas condições, realizar qualquer ideia de trazer Duna de volta às telonas seria uma tarefa que poucos nomes seriam capazes de cumprir. Felizmente, viver na mesma época que Denis Villeneuve significa fazer com que nada pareça impossível para o cinema.

O diretor, responsável por explorar a imensidão de narrativas que se entrelaçam no tempo, fez de Duna o seu maior empreendimento. O filme não é apenas uma excelente adaptação, contudo, também uma realização poética da obra de 1965. O diretor faz jus ao papel de impor imponência em seus projetos.

Conclusão

Com longas tomadas e uma edição de som epopeica, as areias de Arrakis parecem dançar com Timothée Chalamet e sua performance de Paul Atreides. O misticismo e a filosofia ganham ênfase nesta versão. Os visuais, providos de inovação tecnológica, aumentam a pilha da adaptação.

A ousadia de estilo, a escolha de elenco e a persuasão ficam evidentes na ação de fazer de Duna aquele épico que já deveria ter sido agraciado pela Sétima Arte. Villeneuve conhece sua condição e sua importância. Em suma, ele tem o toque hollywoodiano e a precisão textual de que o filme precisava. E em breve veremos Duna: Parte 2.