Crítica | Série | Mayor of Kingstown - Quarta Temporada

Crítica | Série | Mayor of Kingstown – Quarta Temporada

Ainda que tardiamente – afinal a série está em sua quarta temporada! -, concluí que vale a pena falar sobre Mayor of Kingstown. A superexposição dos trabalhos de Taylor Sheridan no streaming (em especial no Paramount+) deu uma empapuçada e criou um ransinho. Em uma primeira olhada, tudo parecia mais do mesmo: a preservação do way of life do cowboy americano. Evidente em Yellowstone e suas derivações. Mais sutil em Operação Lioness e Tulsa King.

Seguindo nessa linha de raciocínio, o que dizer de Mayor of Kingstown? Violento, sim, tal e qual seus contemporâneos. Mas com uma história bem urbana, completamente fora da caixinha.

Sheridan pode ser acusado de várias coisas, mas nunca de ser um contador de histórias sem criatividade. Reveja Sicario ou Terra Selvagem para comprovar isso. Por isso que Mayor of Kingstown se tornou uma série de sucesso sólido, talvez não tão incontestável quanto Landman, por exemplo, mas que não está em seu quarto ano a troco de bananas. No caso de Mayor, crédito compartilhado com o ator/roteirista Hugh Dillon.

Além do inusitado da trama – uma cidade que tem um poder paralelo mais eficiente do que qualquer instituição firmada pela constituição americana -, Taylor escalou Jeremy Renner para o papel-título, amparado por um rank de co-protagonistas que funcionam muito bem.

Renner tem presença em cena. Talvez mais lembrado como o único Vingador sem poderes especiais, apenas técnica e talento, o ator vem colecionando elogios ao longo da carreira. Basta lembrar de Guerra o Terror e Trapaça para confirmar que ele consegue alternar trabalhos comerciais com trabalhos de prestígio, sempre mantendo-se em evidência ao lado de outros nomes de peso.

No final das contas, por se tratar de uma série, sempre se corre o risco de ter mais do mesmo e acabar repelindo a audiência. A quarta temporada de Mayor of Kingstown tem mais do mesmo, porém, sem forçar a barra. Esse exercício de criatividade de Sheridan e Dillon mantém-se cativante e com frescor suficiente para, quem sabe, outros anos. E comprova que mesmo um cara disputado a tapa como Taylor Sheridan consegue se renovar na maior parte do tempo.

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