Crítica | Filme | Agentes Muito Especiais

Crítica | Filme | Agentes Muito Especiais

Ainda que um pouco atrasado, o cinema brasileiro adota a fórmula das “duplas improváveis” para tirar humor de tramas policiais. Foi assim recentemente com Cabras da Peste (2021) e Uma Quase Dupla (2018), quando o esquema good cop e bad cop fica de lado e os parceiros no combate ao crime são personagens pra lá de inusitados.

Agentes Muito Especiais era um projeto de Marcus Majella e de Paulo Gustavo, que deveria começar a ser produzido em 2020. O destino mudou os planos da dupla de amigos e parceiros do humor e somente agora ganha as telonas. O papel que seria de Paulo Gustavo ficou com Pedroca Monteiro. A ideia original era fazer um filme onde os policiais fossem gays, uma tentativa de quebrar o padrão desse universo.

Assim, Jeff (Majella) e Johny (Monteiro) entram para um programa de treinamento da inteligência da polícia do Rio de Janeiro. Os líderes do treinamento não botam fé de que os dois darão conta do recado. Mas eles se destacam e recebem uma missão quase impossível de ser realizada: descobrir quem é a criminosa conhecida como Onça e desbaratar sua quadrilha.

Majella e Paulo Gustavo sempre tiveram um humor improvisado de primeira. Impossível não rir das participações dos dois na série televisiva Vai Que Cola. Mas quando o assunto é longa-metragem, parece que eles ficavam meio engessados pelo texto. Agentes Muito Especiais tem um texto interessante para fazer rir, mas ficou bem longe disso. Tanto que reúne outtakes no pós-crédito. O filme estreia em 08/01/26 distribuído pela Downtown Filmes.

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