Chamou minha atenção a estreia da série Os Abandonados, da Netflix, principalmente porque trailer sempre vende mais do que entrega. Mas as presenças de Gillian Anderson e Lena Headey puxando um elenco grande foi o que mais me atiçou. Além de boas atrizes, ter protagonistas mulheres em um seriado de faroeste ainda não é exatamente comum, convenhamos.
Claro que depois de saber que Os Abandonados é uma criação de Kurt Sutter, o sarrafo subiu mais um pouco. Pra quem não conecta o nome à obra, vale lembrar que Sutter é roteirista, produtor e diretor de televisão, mais conhecido por seu trabalho como criador da série Sons of Anarchy. Dentre outras produções.
A referência é perfeita, contudo, porque Os Abandonados reaproveita o seu estilo de escrita e direção, abordando temas como lealdade, traição e – obviamente! – violência. Aliás, existem várias referências a Sons of Anarchy em seu novo trabalho, como a presença do ator Ryan Hurst no elenco, o sobrenome Teller em alguns personagens e aí vai. Não é nada que vá impactar a cotação do dólar, mas gera uma carga emocional para quem conheceu esse universo.
Na série, duas famílias rivalizam em uma disputa de terras em algum lugar perto da Washington no final do século XIX. As coisas vão sendo resolvidas na bala em uma escalada de violência cujo desfecho será um confronto derradeiro entre as líderes desses grupos (Lena e Gillian).
Não é brilhante, mas funciona. Tem belas locações, um bando de rostos conhecidos, outro bando de rostos menos familiares. Pode lembrar um Deadwood da vida ou mesmo o estilo Taylor Sheridan de ser, mas ostenta uma personalidade/linguagem própria.
Se o leitor desconhece o significado da palavra cliffhanger (e não me refiro ao filme do Stallone!), assista à série até o final. E depois me chame nos comentários.
