O Rei da Metalinguagem: os 5 melhores roteiros de Kevin Williamson

O Rei da Metalinguagem: os 5 melhores roteiros de Kevin Williamson

Kevin Williamson (Pânico 7) não apenas escreveu filmes de terror; ele reescreveu o DNA do gênero para uma nova geração. Sua marca registrada – diálogos rápidos, referências à cultura pop e personagens que conhecem as regras do jogo – salvou o subgênero slasher do esquecimento. Confira os trabalhos que definem sua carreira:

1. Pânico (Scream, 1996)

Onde tudo começou e ainda o melhor de todos! Sob a direção de Wes Craven (A Hora do Pesadelo), o roteiro de Williamson subverteu Hollywood ao apresentar personagens que já tinham visto todos os filmes de terror possíveis. Ao transformar o conhecimento cinéfilo em uma ferramenta de sobrevivência, ele criou uma obra-prima que é, ao mesmo tempo, uma desconstrução e uma celebração do horror.

2. Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (I Know What You Did Last Summer, 1997)

Bom, mas com um gostinho de falta de originalidade. Lançado no auge da “onda Williamson”, este longa dirigido por Jim Gillespie (D-Tox) provou que o roteirista sabia trabalhar o suspense clássico sem depender apenas da metalinguagem. O foco aqui é a culpa e as consequências de um segredo compartilhado, elementos que ele viria a explorar exaustivamente em suas séries de TV.

3. Prova Final (The Faculty, 1998)

Meu preferido, se gosto realmente não se discute. Nesta colaboração com o diretor Robert Rodriguez (Sin City: A Cidade do Pecado), Williamson misturou ficção científica clássica com o drama escolar. O filme é uma releitura moderna de Invasores de Corpos, trocando a paranoia da Guerra Fria pela angústia adolescente e o sentimento de não pertencer ao sistema escolar.

4. Pânico 4 (Scream 4, 2011)

Após anos longe da franquia como roteirista principal, Williamson retornou para atualizar o Ghostface para a era das redes sociais e da fama instantânea. É um dos seus textos mais ácidos, prevendo a obsessão por remakes e a busca desenfreada por engajamento digital através da tragédia. Mais do mesmo descaradamente.

5. Amaldiçoados (Cursed, 2005)

Embora tenha tido uma produção conturbada, este reencontro com Wes Craven (Vôo Noturno) é um exemplo fascinante de como Williamson tentou aplicar sua fórmula de “terror consciente” ao mito do lobisomem. O roteiro brinca com as transformações físicas da puberdade e do amadurecimento, mantendo o sarcasmo típico do autor.

Embora não seja cinema, é impossível falar de Williamson sem citar The Vampire Diaries (Diários de um Vampiro), série que ele desenvolveu e que provou sua habilidade em manter o público engajado em mistérios de longo prazo por várias temporadas.

A carreira de Kevin Williamson é um lembrete de que o terror é mais eficaz quando o roteirista respeita a inteligência do público. Ainda que em uma franquia sem fim…

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