Não é que a série do Prime seja ruim, mas essa ideia de explorar o lado família de Alex Cross me parece bem oportunista. No sentido de poder esticar a série e alternar a ação e suspense com o drama e o romance. Padrão da maioria dos seriados, ou seja, um tanto raso.
Nessa busca por alternância no gênero, a coisa desanda, fica sem uma identidade que fortaleça a série. Sem contar que falta carisma ao Aldis Hodge, principalmente para quem conheceu o personagem interpretado por Morgan Freeman no cinema.
Ou seja, mais um aposta em um público novo para Alex Cross chamar de seu. Será que funcionou?
Na segunda temporada, Cross ainda colhe frutos de eventos ocorridos na temporada anterior, quando moveu mundos e fundos para vingar a morte da esposa. Desbloqueando o seu lado mais sombrio, ainda que comprometesse sua carreira de detetive e seus relacionamentos pessoais.
Agora, um novo plot de vingança é movido por Luz, mulher determinada a abater todos os envolvidos em esquemas de exploração sexual e tráfico de crianças. A lei manda Cross deter a onda de mortes, que vão se acumulando, e proteger um empresário supostamente bonzinho (Matthew Lilard). Pero no muncho.
Irrita um pouco ver que o poder de intuição e o incrível faro de detetive que marcavam o Alex Cross do passado são meio subaproveitados aqui.
