Justiça Artificial (Mercy) se passa em um futuro próximo, onde um detetive (Chris Pratt, de Guardiões da Galáxia) está sendo julgado, acusado de assassinar sua esposa. Ele tem 90 minutos para provar sua inocência à avançada justiça de Inteligência Artificial (Rebecca Ferguson, de Duna), antes que ela determine seu destino: sua execução.
O diretor Timur Bekmambetov já tinha mostrado seu estilo de ação estilizada em O Procurado e aqui, além de mantê-lo, propõe uma discussão ética: pode uma Inteligência Artificial decidir quem merece perdão? Baseado no roteiro de Marco van Belle, que reforça as cenas de ação, claro, mas tem mão pesada para falar sobre os perigos da adoção cega, sem supervisão, da tecnologia.
Visualmente, a fotografia foca em ambientes opressores e tecnológicos que parecem saídos de um futuro que está logo ali na esquina. Os efeitos visuais mostram uma IA onipresente, mas invisível. O que coloca réu e espectadores nas cenas investigadas.
O elenco de apoio ainda conta com nomes fortes como Annabelle Wallis (de Peaky Blinders), Kali Reis (da última temporada de True Detective) e Rafi Gavron (de Nasce uma Estrela).
Qual um telefilme, Justiça Artificial dá indícios de como a trama vai se desenrolar. Se o espectador não cochilar, então, dá até para imaginar quem será o vilão especialmente convidado. Ainda que haja uma pequena revelação.
No mais, lembra muito Minority Report (2002). Para o bem, quando a ficção e as traquitanas do futuro são apenas um pano de fundo. E para o mal, com essa história de que somos todos passíveis de falha. Até mesmo o sistema.
Foi distribuído pela Sony Pictures em 19/1 e já está disponível no streaming do Prime. Assistir somente uma vez está de bom tamanho.
