Crítica | Série | Marshals: Uma História de Yellowstone

Crítica | Série | Marshals: Uma História de Yellowstone

Parece que o império de Taylor Sheridan (o criador de Yellowstone) encontrou sua primeira grande pedra no caminho. Marshals, que estreou agora em março no Paramount+, chegou com o peso de ser a sequência oficial da saga dos Dutton, mas o que entrega está mais para um drama policial de rede aberta do que para o épico neo-western que os fãs esperavam.

Se você espera a densidade das primeiras temporadas da série original, o aviso é curto: prepare-se para algo muito mais próximo de um CSI rural.

A estrutura dos episódios é engessada demais, evitando aprofundamento. Yellowstone não era um primor, mas funcionava muito bem porque equilibrada o “faroeste modernos” com drama de qualidade. A responsabilidade também estava dividida entre vários atores, incluindo Kevin Costner e Kelly Reilly, nomes mais tarimbados por boas experiências no cinema.

Se o espectador prestar atenção, até os diálogos são bem cifrados, um toma-lá-da-cá bem rasinho. Sem nenhuma dramaticidade, mesmo quando fala-se dos personagens que se foram. Outro despropósito, aliás, levar o nome dos Dutton em vão ao menos uma vez por episódio. Será que é para estabelecer uma conexão?

O foco aqui é Kayce Dutton, vivido por Luke Grimes, que agora atua como um U.S. Marshal em Montana. Ele tenta equilibrar a vida de “cowboy” com táticas de Navy SEAL para resolver crimes semanais. Seu parça é Logan Marshall-Green (Upgrade: Atualização), ao lado de uma equipe heterônea.

Tecnicamente, a série não faz feio. A fotografia continua explorando os vales de Montana com maestria e as cenas de ação são competentes. No entanto, a montagem e o ritmo sofrem com a falta da “mão” de Sheridan, que aqui atua de forma mais distante como produtor. O resultado é uma narrativa que se apoia demais em referências ao passado dos Dutton para tentar manter o interesse de um público que já começa a se sentir cansado de fórmulas repetitivas.

No fim das contas, Marshals é um entretenimento para quem busca uma distração rápida de 60 minutos, mas decepciona quem esperava um fechamento à altura para o legado de Yellowstone. É uma tentativa ambiciosa de expandir a marca, mas que corre o risco de virar apenas mais uma engrenagem genérica no streaming.

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