Se você sentiu um frio na espinha ao entrar no cinema para assistir a Pânico 7 (Scream 7), saiba que esse desconforto foi meticulosamente planejado por um dos nomes populares do terror contemporâneo: Kevin Williamson. Mais do que um roteirista, Williamson é o homem que ensinou o cinema de horror a rir de si mesmo, sem perder o fôlego ou o susto.
Podendo ser apontado por alguns, por exemplo, meio que herdeiro de Stephen King. Olha que responsa!
O renascimento do slasher
Nos anos 90, o gênero slasher (aquele protagonizado por assassinos mascarados) estava à beira da exaustão. Foi quando Williamson surgiu com o roteiro de Pânico (Scream, 1996), dirigido por Wes Craven (A Hora do Pesadelo). Ele introduziu personagens que conheciam as “regras” dos filmes de terror, criando o que chamamos de metalinguagem.
Essa fórmula de personagens inteligentes, diálogos rápidos e referências à cultura pop tornou-se sua marca registrada. No mesmo período, ele consolidou seu poder em Hollywood ao assinar o roteiro de Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado (I Know What You Did Last Summer) e ao criar a icônica série de drama adolescente Dawson’s Creek, provando que entendia a voz do jovem americano como ninguém.
De roteirista a diretor
Embora seja mundialmente famoso por seus textos, Williamson também se aventurou na direção anteriormente com Comportamento Suspeito (Teaching Mrs. Tingle). No entanto, seu retorno à cadeira de diretor em Pânico 7 é um evento histórico para a franquia. Após décadas atuando como produtor e consultor da saga, ele assume o comando total da obra que ele mesmo criou, prometendo um retorno às raízes que misturam suspense psicológico com o terror visceral.

Seu currículo revela uma lista extensa, que vai além das máscaras de Ghostface. Ele foi a mente criativa por trás de The Vampire Diaries (Diários de um Vampiro) e do suspense psicológico The Following, mostrando que sua obsessão por perseguições e dilemas morais se adapta a qualquer formato.
Por que ele importa hoje?
Kevin Williamson não apenas escreve filmes; ele dita o ritmo do medo na era da informação. Em um mundo saturado de imagens, ele entende que o verdadeiro terror nasce da quebra de expectativa. Ao assumir Pânico 7, ele fecha um ciclo iniciado há 30 anos, provando que, embora as tecnologias mudem, o prazer de um mistério bem construído – e a pergunta “qual o seu filme de terror favorito?” – continua sendo universal.
