Se você é do tipo que está saturado de séries focadas no dia-a-dia de médicos e hospitais, diria que The Pitt pode tirá-lo de qualquer preconceito.
Sim, a série da HBO tem drama, sangue, órgãos e fluídos pra lá e pra cá. Tem também texto médido técnico de montão, daquele tipo que se o espectador tentar captar 100%, vai acabar deixando de prestar atenção naquilo que realmente interessa: a história.
O jargão hospitalar sempre foi uma barreira para esse tipo de série, ainda que E.R.: Plantão Médico, Grey’s Anatomy e mesmo House tenham atingido o grande público. Embora em uma época onde a televisão fechada era forte e o streaming ainda era tímido.
Temos séries médicas longevas que vão desde M.A.S.H. até o já citado A Anatomia de Grey. Ou aquelas menos convencionais, como Scrubs ou O Bom Doutor. Até temos a brasileira Sob Pressão…
Novamente, o que realmente importa é a audiência responder bem. E, para isso, são necessárias boas histórias.
The Pitt, já findando sua segunda temporada e com uma terceira prevista, tem muito de tudo o que já foi visto. A começar pelo seu protagonista (também criador, roteirista e produtor executivo), Noah Wyle, que foi o doutor John Carter, de Plantão Médico. Mas também traz muita coisa nova, adicionando um pouco de ação, suspense e humor ao que já existia.
E isso é nítido no conjunto da obra. The Pitt não quer ser piegas, dramalhão ou mais do mesmo. Pode até arrancar umas lágrimas do espectador (tipo eu), mas por razões específicas e que conversam personalizadamente com a audiência. A série é bem humana, bem feitinha e bem assimilável.
Lembre apenas de não fixar a atenção nos jargões, como disse. Ou nos nomes dos personagens! Expanda mais a visão para enquadrar a cena toda. O aparente caos de um plantão médico em um hospital cheio de recursos e de bons profissionais, durante um único turno.
Brinquei que The Pitt é fruto do cruzamento de E.R. com 24 horas, outra novidade para esse tipo de série. Mas vale totalmente a pena.
