A chegada de O Alvo Humano (Human Target) ao streaming Adrenalina Pura+ pode ser uma oportunidade para conhecer ou revisitar adaptações, digamos, subestimadas da DC Comics. Longe dos superpoderes de um Superman, a série foca na desconstrução de Christopher Chance, um homem que passou anos fugindo de quem era para se tornar qualquer um que seus clientes precisassem.
Para os espectadores brasileiros, O Alvo Humano não é totalmente desconhecido, devo lembrar. A série foi exibida originalmente pelo canal Warner Channel, que acompanhou o lançamento das duas temporadas entre 2010 e 2011. Depois, esteve na grade do SBT, oscilando horários de exibição.
Mas é possível dizer que a evolução do protagonista, vivido por Mark Valley (Duro de Casar), é o que diferencia a série de um simples “caso da semana”. Algo comum até mesmo em outras séries vindas da DC.
No início, conhecemos um Chance que opera sob uma lógica de redenção. Ele é o guarda-costas definitivo porque não teme a morte; na verdade, ele parece buscá-la como punição por seu passado como assassino de aluguel. A dinâmica com Winston (Chi McBride, de Havaí Cinco-0) e Guerrero (Jackie Earle Haley, de Watchmen: O Filme) estabelece uma zona de conforto onde Chance é apenas uma ferramenta de proteção.
Com o avanço dos episódios e da segunda temporada é possível ver rostos muito familiares do público, como Indira Varma (Game of Thrones), Janet Montgomery (New Amsterdam) e Lennie James (The Walking Dead).
A série tem tons de thriller de ação pura, drama e até um leve humor. Pode lembrar os quadrinhos do gênero policial noir e funciona bem como entretenimento.
