Crítica | Filme | Jack: A Caixa Maldita

Em tempos de bonecas amaldiçoadas e brinquedos assassinos que voltam renovados em várias plataformas, temos disponível no streaming brasileiro o interessante Jack: A Caixa Maldita, sobre uma maldição envolvendo uma caixa de surpresas. Distribuição da A2 Filmes.

Trata-se de uma produção independente britânica assinada por Lawrence Fowler, cineasta galês que escreve e dirige o longa, seu segundo filme, o segundo de terror também. Curiosamente, também envolvendo brinquedos malignos.

Fowler traz para a tela a história de um demônio aprisionado em um palhaço de brinquedo, preso a uma caixa mágica e que precisa cumprir um ritual para que possa, uma vez solto, voltar a sua prisão – coletar seis vítimas para sua caixa.

No embalo de filmes de terror

A trama toda se passa em uma espécie de museu numa pequena cidade da Inglaterra, em que um rapaz vindo dos EUA e com um passado recente trágico, se depara com o objeto e logo liberta o tal demônio, que começa a fazer sua coleta sangrenta pouco tempo depois de tornar a ver a luz do dia.

Aos poucos, vamos conhecendo novos personagens e a lista de vítimas cresce junto, ao passo que os protagonistas seguem tentando descobrir a origem da caixa misteriosa e o motivo pelo qual as pessoas estão sumindo no local. Algo que o público, claro, já sabe desde o começo.

Sendo o dono de um blog com mais de 10 anos de existência sobre o assunto, além de outro par de décadas a mais como fã do gênero, posso opinar com propriedade sobre as qualidades (e as falhas) de Jack: A Caixa Maldita, ressaltando que gostei do filme!

Terá continuação?

Não é difícil saber onde a história vai nos levar e como ela vai se desenvolver, é até óbvio. E não dá para escapar também do visual e dos recursos de um filme de baixo orçamento, o que também fica bem nítido.

O mais legal é ver como o diretor usa o que tem para criar um filme que entretém, dá sustos e abre espaço para uma continuação de que também deve chegar ao Brasil em breve.

A forma como Jack sai da caixa e se torna visualmente enorme, intimidador, surpreende e é muito bem feito. O que contrasta com a falta de charme e química do casal de protagonistas, tanto que logo torcemos para Jack dê logo um fim neles.

Boa pedida para os fãs

Pois outra sacada interessante da produção foi não gastar verba com mortes elaboradas, para as quais certamente não teriam os recursos para construir de forma estética, mas usar tais ferramentas para dar vida à caixa, montar um clima denso e escuro, e focar na estrutura das cenas deu muito certo.

Em suma, no fim, temos um filme óbvio, mas bem montado e que não nega ser independente e alternativo, o que rende entretenimento e é disso que a gente gosta, não é?

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