Crítica | Filme | O Homem dos Sonhos

Crítica | Filme | O Homem dos Sonhos

A julgar pelo mais recente trabalho de Nicolas Cage que chegou no Brasil (Plano de Aposentadoria) confesso que estava meio com um pé atrás com O Homem dos Sonhos (Dream Scenario), filme que a California Filmes entrega ao circuito nacional em 4 de abril.

Na verdade, os dois estrearam nos EUA em 2023 e O Homem dos Sonhos ainda rendeu à Cage uma indicação de melhor ator de comédia ou musical no Globo de Ouro do ano passado.

Quando vi que o estúdio A24 assinava a produção fui me rendendo. Já há algum tempo a A24 vem apostando em produções mais arrojadas, mais preocupada com o prestígio do que com o sucesso comercial. Em filmes como Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, ambos vieram reforçados ainda com Oscars®.

Em O Homem dos Sonhos, Nicolas Cage é Paul Matthews, um professor comum que passa abaixo da linha do radar no cotidiano de todos. Só que do nada, ele começa a aparecer nos sonhos das pessoas, sem sequer conhecê-las. O caso ganha a mídia e Paul se torna o centro das atenções no picadeiro da mídia e das redes sociais.

Contudo, tudo que sobe rápido, desce mais rápido ainda. Os encontros oníricos, que inicialmente eram até agradáveis, ganham contornos de terror e Paul vai do céu ao inferno em popularidade. O baque mexe com sua razão e o bom professor já não sabe o que fazer da vida.

O Homem dos Sonhos até lembra um Stephen King em sua melhor forma. Aquele misto de comédia ácida com terror e sem uma condução óbvia. O responsável pelo roteiro e pela direção é do norueguês Kristoffer Borgli, aqui estreando em uma produção de língua inglesa. E isso é mérito também, deixando de lado os vícios do cinema americano.

E Nicolas Cage dá mostras de que ainda não deixou O Peso do Talento de lado, como quando levou um Oscar® de atuação por seu trabalho em Despedida em Las Vegas (1996).

2 comentários sobre “Crítica | Filme | O Homem dos Sonhos

Deixe uma resposta