Jorge da Capadócia é o primeiro filme que aborda a história de São Jorge, santo guerreiro muito popular não apenas no Brasil como em vários países da Europa e até mesmo na Ásia. Não por acaso, o filme que a Paris Filmes estreia no circuito nacional em 18/4, gerou o livro Jorge da Capadócia: Os Bastidores do Primeiro Filme Sobre o Santo Guerreiro, com edição também no idioma turco. Afinal de contas, Jorge viveu nessa região em 303 D. C., dominada por Roma.
E como capitão romano, Jorge (Alexandre Machafer) vive o ápice da carreira e chama atenção do Imperador Diocleciano (Roberto Bomtempo). Que lhe ordena que acabe com os cultos católicos na região à força. Como católico, Jorge se nega a cumprir tal missão e inicia assim, seu calvário. Mesmo encarando punições mortais, Jorge não cai frente o poderio romano e surge não apenas como um líder católico na região, mas também como um santo milagroso.
Segundo a Igreja Católica, São Jorge matou um dragão montado em seu cavalo branco e em Jorge da Capadócia, o ator, diretor e produtor Alexandre Machafer materializa essa situação. O dragão nada mais é do que o Império Romano personificado por Diocleciano. Por isso, sim, temos um dragão CGI derrotado pelo santo simbolizando a vitória do catolicismo sobre Roma.
Jorge da Capadócia é bem feitinho, tem lá seus momentos que até lembram Gladiador, mas no geral parece telenovela da Record. A principal razão é porque, apesar de usar belíssimas locações para dar veracidade à trama, acaba resolvendo a maioria das cenas com a câmera bem fechada. É perceptível que um orçamento limitado imponha dificuldades aos realizadores. Méritos, portanto, por levarem adiante um projeto como esse, que deve conversar principalmente com o público cristão.
