Crítica | Filme | É Assim Que Acaba

Crítica | Filme | É Assim Que Acaba

É Assim Que Acaba (It Ends With Us) foi adaptado para o cinema por Christy Hall a partir do best-seller de mesmo nome escrito por Colleen Hoover, aqui também produtora executiva ao lado de muitos outros nomes. Inclusive dos protagonistas do filme, Blake Lively e Justin Baldoni, que também assina a direção.

O filme conta presente e um pouco do passado de Lily Bloom (Blake) a partir do funeral do seu pai (vivido por Kevin McKidd), com quem não tinha o que se poderia chamar de “uma boa relação”. Determinada a abrir sua floricultura, Lily se instala em Boston e, por acidente, conhece Ryle Kincaid (Baldoni), um jovem cirurgião bonito, rico e saradão (palavras do próprio, aliás).

O relacionamento vai se tornando mais sério, Lily e Ryle vão se conhecendo um pouquinho melhor, e surge uma luz no fim do túnel para ela. E era o trem na contramão. Lily, que já havia testemunhado o relacionamento abusivo no próprio lar quando pequena, revive a situação, agora com seu amado doutor. E junto com os traumas (do presente e do passado, mais um vez) ressurge na vida da garota o seu primeiro amor: Atlas Corrigan (Brandon Sklenar, de 1923).

Muito longe de uma novela de quinta categoria, onde as coisas se resolvem de um capítulo para o outro, ainda assim fica fácil entender para onde os caminhos do amor levam espectadores e personagens em É Assim Que Acaba. E um pouco mais profundamente do que em uma novela, o filme dedica a mesma atenção ao tema “amor” quanto ao tema “relacionamento tóxico“. Assunto sério e atual, tanto nos EUA quanto no Brasil. Mas principalmente aqui, onde a violência contra a mulher tem crescido descabidamente. Apesar da Lei Maria da Penha estar completando 18 anos…

Nada é exatamente novidade em É Assim Que Acaba: roteiro a partir de best-seller, a busca pelo amor verdadeiro, as aparências enganam, texto lapidado (até mesmo no flerte do casal!) e ambiente controladíssimo. O que eu quero dizer com isso? É que para uma trama romântica dessas cativar o público, é preciso que os atores/personagens sejam bonitos, charmosos, inteligentes, bem-sucedidos, desapegados da matéria e muito bem resolvidos (apesar dos traumas de infância confessos). Casting, aqui, é tudo e Blake, Baldoni e Sklenar estão na medida. A luz, o figurino e os closes, claro, colaboram para jogar toda essa estampa de capa de revista no colo do espectador. A este, nada mais resta do que esperar pelo “e viverem felizes enquanto o amor durar”.

É Assim Que Acaba estreia em 8/8 distribuído pela Sony Pictures e é seguramente a produção de maior peso a chegar ao nosso circuito de cinema nesta data. E a título de curiosidade, assistam o vídeo que o marido de Blake, Ryan Reynolds, gravou com Sklenar durante o período de promoção do filme (aqui).

Deixe uma resposta