Inverno em Paris, do diretor francês Christophe Honoré, aposta em uma abordagem sensível e ao mesmo tempo complexa da juventude marcada pelo luto. Uma experiência bem corriqueira, se pararmos para pensar. No filme, Lucas (Paul Kircher), de 17 anos, enfrenta a perda súbita de seu pai e, a partir disso, inicia um processo de autoconhecimento em Paris.
Lá, ele é amparado por seu meio-irmão, Quentin (Vincent Lacoste), que o introduz a uma nova realidade, que mistura cura, crescimento pessoal e relacionamentos carnais.
A grande Juliette Binoche interpreta a mãe de Lucas em um papel menor, mas relevante para a trama. Afinal, trata-se de um filme de atuações. Tanto ela quanto Kircher dão muito bem conta do recado. Não à toa, ele reebeu o prêmio César de Melhor Ator Principal e o reconhecimento como ator emergente no Festival de Veneza 2024.
O diretor Christophe Honoré é o responsável por isso, já que costumeiramente aposta na emoção e no realismo de suas histórias. Sem clichês, mesmo dentro da cinematografia francesa. Aqui, ele se reforça com uma bela fotografia e uma trilha musical envolvente.
Inverno em Paris estreia em 10/10 distribuído pela Pandora Filmes.
