Em um jogo de cartas marcadas, uma certa mulher de preto (não aquela do Daniel Radcliffe!) diz para sua vítima que, se não quiser morrer, terá que receber. É possível imaginar o que a vítima recebe, certo? Afinal de contas, trata-se de Quando a Morte Sussurra 2 (Death Whisperer 2 ou Tee Yod 2) produção tailandesa que retoma a atmosfera de terror sobrenatural que marcou o primeiro filme. Desta vez, contudo, aprofunda os conflitos familiares e a jornada pessoal de Yak, o protagonista.
Trata-se de um terror fora do escopo americano convencional de espíritos possessores, obviamente, explorando um pouco do credo popular na Tailândia. O longa equilibra sustos leves, mas eficazes, ambientações tensas e uma narrativa que mistura drama familiar com elementos místicos.
A trama se passa em 1975, quando Yak busca enfrentar o espírito maligno que tirou a vida de sua irmã anos antes. Sua obstinação em proteger sua família e desvendar os segredos por trás da entidade conduz a história. A descoberta de que o espírito está sob o controle de um xamã escondido em uma floresta dificulta a jornada, que explora cenários místicos que evocam um medo primal.
Nem tudo é terror, entretanto. Yak e seus companheiros nessa caçada usam lâminas benzidas, balas abençoadas e todo o tipo de armamento capaz de dar cabo do mal que procuram. Será mesmo?
Como vimos, nem só de reza vivem esses caçadores do sobrenatural, que trocam sopapos com entidades do mal, com direito a sangue, membros decepados e gosma.
Quando a Morte Sussurra 2 está longe de ser brilhante, mas tem lá seus méritos por ser contra as tendências mundiais do terror. Estreia em 12/12 distribuído pela A2 Filmes.
