Crítica | Filme | Era uma Vez Minha Mãe

Crítica | Filme | Era uma Vez Minha Mãe

Nos arredores de Paris, em 1963, a vida de Esther Perez (Leïla Bekhti) ganha um novo propósito com o nascimento de seu filho, Roland. O menino nasce com uma deficiência física que, segundo a medicina de então, o impediria até mesmo de caminhar.

Contudo, enquanto o mundo ao seu redor enxerga limitações, Esther, uma judia de origem marroquina dotada de uma determinação inquebrável, faz uma promessa audaciosa: Roland terá uma vida normal, extraordinária e livre de amarras.

Era uma Vez Minha Mãe (Ma mère, Dieu et Sylvie Vartan) acompanha por décadas essa “vida normal” de Roland. Pela ótica de alguns, muito mais rica e bem-sucedida do que a de uma pessoa sem uma deficiência. Na maior parte do tempo, sem pieguice ou algum “efeito cebola”. Baseado no livro autobiográfico do advogado francês Roland Perez (interpretado na fase adulta por Jonathan Cohen), o filme é positivo e otimista. Acredito eu, como a mãe de Roland encarou a própria vida.

Aliás, muito bem escalada, Leïla Bekhti (O Profeta) entrega uma Esther com uma energia contagiante, longe dos clichês da mãe mártir. Ao contrário, na tela vemos uma mulher determinada, cuja teimosia se torna a força motriz para que o pequeno Roland realize seus sonhos. Inspirador, se você se permitir.

Bom destacar menção constante da cantora Sylvie Vartan, que se torna o ícone de esperança e o fio condutor dos sonhos da família. Como trilha musical (muito gostosa, aliás) e como participação especial. Estreia em 7/5 distribuído pela Califórnia.

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