Crítica | Filme | Jack Ryan de Tom Clancy: Guerra Fantasma

Crítica | Filme | Jack Ryan de Tom Clancy: Guerra Fantasma

O longa-metragem Jack Ryan de Tom Clancy: Guerra Fantasma (Tom Clancy’s Jack Ryan: Shadow War) chegou ao streaming do Prime Video em 20/5 muito aguardado pelos órfãos da série. Que, até onde se sabe, foi encerrada, mas encerrada em alta. Daí a demanda reprimida por mais histórias, teoricamente sanada com este filme.

Como sabemos, ao todo Tom Clancy escreveu 17 livros protagonizados por Ryan e se você está chegando na franquia agora, vale lembrar que 4 deles já foram adaptados para cinema: A Caçada ao Outubro Vermelho (1990), Jogos Patrióticos (1992), Perigo Real e Imediato (1994) e A Soma de Todos os Medos (2002).

Não vale contar com Sem Remorso (2021), porque o personagem dessa história não é Jack Ryan, apesar de ser baseado no livro homônimo de Clancy que integra o universo de Jack Ryan. E nem com Operação Sombra: Jack Ryan (2014), que não foi baseado em nenhum livro específico de Clancy.

Em Guerra Fantasma, Jack Ryan (John Krasinski) trabalha como civil em Wall Street quando é chamado para fazer um favor para Jim Greer (Wendell Pierce). Claro que nada sai como o planejado e Jack se vê diante de uma unidade tática rebelde altamente treinada em terrorismo.

Ao seu lado está novamente Mike November (Michael Kelly), até um alívio cômico para a história, e Emma Marlowe (Sienna Miller, de Anatomia de um Escândalo), uma agente do MI6, o Serviço Secreto de Inteligência britânico. A aliança forjada é improvável e entre desconfiança e vingança, o trio de agentes se acerta em uma missão que irá acabar com a vida de alguém querido.

Quando disse “demanda reprimida por mais histórias, teoricamente sanada com este filme”, obviamente e sem revelar nada do desfecho de Guerra Fantasma, é porque o longa dá conta do recado e mantém a franquia em alta. Com o famoso “gostinho de quero mais”. Tudo é possível.

O diretor Andrew Bernstein, que já comandou episódios da própria série Jack Ryan, fez uma passagem satisfatória para o formato de longa-metragem, conservando a identidade visual tensa e o ritmo ágil que os fãs adoram. O roteiro é assinado por Aaron Rabin em parceria com o próprio John Krasinski (Um Lugar Silencioso), que também assina a produção. Isso garantiu para o espectador que conhece o personagem, a familiaridade com tudo que se passa na telinha. Nem mesmo as belas locações em Dubai tiram o foco das cenas, sempre muito caprichadas na ação e com diálogos funcionais.

Por isso, Jack Ryan passa rápido, sem aquelas barrigas comuns a séries caça-níqueis. Tudo é muito direto e com pitadas de suspense. Mas que o espectador que desconhece a trajetória de Ryan não desanime. É possível começar do zero e, quem sabe, a partir desse longa, correr atrás da franquia toda?

Deixe uma resposta