Crítica | Série | Eu Vou Te Encontrar

Crítica | Série | Eu Vou Te Encontrar

Talvez a produção mais redonda adaptando a obra de Harlan Coben para o streaming dentro da Netflix. Estreou em 18/6 com oito episódios até rápidos, se pensarmos no padrão atual. Existem algumas outras disponíveis na mesma plataforma, como Custe o Que Custar, A Grande Ilusão e Não Fale Com Estranhos.

Sem desmerecer as demais, mas acho que o ponto fundamental que dá um pouquinho mais de vantagem para Eu Vou Te Encontrar é que a série não carrega demais no estilo Coben de contar história.

Sabe, aquela coisa de segredos dentro de segredos dentro de segredos? Como se entre o plot e conclusão houvesse uma cortina de fumaça espessa, brincando com o espectador que adora conduzir sua própria investigação e adivinhar quem é o culpado.

São tantos nomes, detalhes e revelações que seria fácil desistir de solucionar o crime (sim, tem sempre um crime na fórmula!) antes do fim. E aquele personagem que a gente achava que era do bem, pode ser um tremendo vilão que só vai sair do armário mais para o final… Tem aquele detalhe que ninguém mais viu…

E chegar ao último episódio não significa necessariamente um ponto final. Podem ser reticências, tem essa também.

Não li nenhum livro de Coben para saber se ele escreve mesmo desse jeito. Ou se são as adaptçaões de suas obras que têm essa pegada. Mas seria uma tremenda coincidência essa repetição consistente…

Eu Vou Te Encontrar acompanha David Burroughs (Sam Worthington, Avatar), um homem que cumpre pena de prisão perpétua pelo assassinato de seu próprio filho de cinco anos, um crime terrível do qual ele não se lembra, mas cujas evidências o condenaram. Cinco anos após a tragédia, a irmã (Britt Lower, Ruptura) de sua ex-esposa aparece na sala de visitas da prisão com uma fotografia chocante tirada por um amigo em um parque temático privado. Ao fundo da imagem, há um menino com uma marca de nascença inconfundível. Convencido de que seu filho ainda está vivo e foi sequestrado, David planeja uma fuga audaciosa da prisão de segurança máxima para iniciar uma caçada humana implacável atrás da verdade, enquanto tenta provar sua inocência e escapar da polícia.

E isso são apenas os minutos iniciais. Vale ver, mas com parcimônia.

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