The Samurai and the Prisoner estreia nos EUA

The Samurai and the Prisoner estreia nos EUA

The Samurai and the Prisoner estreou bem nos Estados Unidos, somando 64 mil dólares no final de semana, mesmo sendo apresentado em apenas três salas. O longa do diretor Kiyoshi Kurosawa (Cloud – Nuvem de Vingança) chega após a estreia no Festival de Cannes em maio e de ultrapassar a marca de um bilhão de ienes no Japão.

Soma de mistério e jidaigeki (gênero de samurais), o longa é baseado no livro homônimo de Honobu Yonezawa e baseado no cerco do castelo Arioka. A ação acontece no inverno de 1578, quando Araki Murashige (Masahiro Motoki) trai e se revolta contra seu aliado, Oda Nobunaga (Shingo Bando). Em resposta, Nobunaga cerca o castelo de Arioka, dando início a um longo jogo de espera, apoios, traições e algo além do normal.

Numa tentativa final para solucionar a situação de forma diplomática, Nobunaga envia Kuroda Kanbei (Masaki Suda) ao castelo. Apesar de famoso por sua inteligência e argumentação, contudo, o enviado não consegue convencer Murashige a desistir e voltar a se aliar a Nobunaga. Segundo o código samurai, Murashige deveria matar Kuroda Kanbei, mas ele decide manter o enviado vivo. Também contrariando o código, Murashige mantém vivo um menino de oito anos, filho de um homem que deixou o castelo para se juntar a Nobunaga. Esses dois personagens se unem quando o menino é assassinado por uma flecha que passa por uma fresta e depois desaparece e Murashige decide consultar Kanbei para solucionar o crime. Três outros eventos enigmáticos se seguem à morte do garoto, e em todos Murashige busca o raciocínio de Kanbei, enquanto as estações passam e a quantidade de habitantes no castelo vai diminuindo, fruto da morte ou da deserção.

Primeiro filme de Kurosawa (nenhuma ligação com o grande Akira Kurosawa) no gênero Jidageiki, The Samurai and the Prisoner (Kokurojo em japonês) traz para a tela personagens e aspectos históricos, como o conflito entre budismo e cristianismo e a chegada das armas de fogo no mundo da ética samurai. Assim como em Xógum: A Gloriosa Saga do Japão, os diálogos são falados em japonês específico da época, detalhe perdido para as audiências ocidentais, mas essencial à construção do filme.

Maior sucesso comercial de Kurosawa e elogiado tanto pela cinematografia e atuações em uma história capitaneada pela ambiguidade e forças físicas e psicológicas em atuação, The Samurai and the Prisoner ainda não tem data de estreia prevista para o Brasil.

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