Crítica 2 | Filme | Homem Aranha: Um Novo Dia

Crítica 2 | Filme | Homem Aranha: Um Novo Dia

Para além da discussão de qual ator interpretou o melhor Homem-Aranha, vemos Tom Holland (A Odisseia) no contexto em que todo fã do herói espera vê-lo: solteiro, triste e pobre. Chega a ser quase cômico e muito contraditório querer ver alguém por quem você cultiva carinho nessa situação, mas é nesse cenário que pessoas reais (e fictícias também!) costumam crescer.

Nesse filme, como em outros da Marvel, não foi diferente. Vemos um profundo amadurecimento do personagem em duas esferas. O homem e o herói passam pelo famoso “arco de amadurecimento” previsto em toda jornada de herói. O resultado disso? Um Homem-Aranha ainda mais forte.

Não só no aspecto do DNA, que neste filme sofre mutações genéticas, mas também dentro de sua própria mente. Peter Parker chega à conclusão de que ele e o seu outro eu, na verdade, são exatamente a mesma pessoa. E a vida dupla chega ao fim, dando lugar a um novo dia.

Embora em uma parte do filme ele tente conter essa transformação com a ajuda do Dr. Bruce Banner (Mark Ruffalo), é nessa hora que temos uma canetada de respeito no diálogo entre eles. Em meio às suas perguntas técnicas, focadas em solucionar o que era visto como um problema, Peter ouve dele a seguinte coisa: “E se você tentar conter a expressão de uma coisa que precisa ser expressada?”

Silêncio no cinema. Filme correndo na tela. Várias reflexões. É por isso que o Homem-Aranha é um herói tão especial. Ele é gente como a gente, cheio de questões e problemas reais por trás da máscara. Um dos grandes acertos desse filme é mostrar e explorar isso.

Em resumo, é um filme sobre alguém quebrado que se recusa a parar de lutar e a desistir, mesmo com todos os motivos justificáveis. Se você se identifica, lance uma teia para o cinema. A obra de Destin Daniel Cretton (Shang-Chi), diretor do longa, te espera. Homem-Aranha: Um Novo Dia é uma distribuição da Sony Pictures.

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