Operação: Lioness Temporada 3

Operação: Lioness Temporada 3

Beleza, você pode não gostar do estilo “macho alfa” de Taylor Sheridan ou até mesmo dessa quase mania de transformar muitas de suas produções em faroeste. E tudo bem! Mas se você olhar pelo prisma do entretenimento, do storytelling pelo storytelling, talvez chegue à mesma conclusão que eu: o cara sabe contar histórias.

Não fosse assim, Landman e The Madison não teriam caído nas graças do público, concordam?

Claro que seu trabalho não é para todos os gostos. E, sim, ele pisa na bola feio ao permitir que Marshals: Uma História de Yellowstone seja realizado meio que com suas bençãos. Porém, acho que a essa altura do campeonato ele coleciona mais acertos do que erros.

Peguem a Terceira Temporada de Operação: Lioness, por exemplo, que estreou no Paramount+ em 2 de agosto e que no momento em que escrevo essa crítica ruma para seu fim. Imagino eu, um grand finale.

Porque o que rolou até agora me parece entretenimento puro. Mais uma vez, não para todos os gostos. Um brinde às diferenças, então!

E olha que não sou muito adepto de criticar segundas, terceiras, quartas temporadas… Isso acaba restringindo meu tempo de observar títulos novos, bem como o de todos os espectadores. Fato.

Contudo, o terceiro ano de operação da equipe Lioness consegue renovar o tema sem criar padrão repetitivo. Como se trata de um grupo de soldados especializados em guerra, digamos, não dá para esperar que ninguém pegue em armas nos episódios, convenhamos.

O ponto é como isso é feito. A ação em Lioness tenta não ser gratuita. Tem muito blá-blá-blá geopolítica que pode obrigar o streamer a consultar o Google. Mas, no bojo, é perfeitamente compreensível. Principalmente porque é atual.

Fala-se em guerra entre Rússia e Ucrânia, Irã, Israel e outros players desse jogo War em tamanho real. Fala-se em monópolio da imprensa, controle das mídias, informação e contra-informação… Enfim, nada que não esteja em manchetes de jornais (para quem ainda os lê!).

Todo o cenário geopolítico é uma espesssa cortina de fumaça para o cerne da temporada, o fato de que alguém sequestrou Joe (Zoe Saldaña, em um trabalho que até chama atenção) na porta de sua casa. Existem muitos suspeitos na mira, mas Kaitlyn (Nicole Kidman, consistente como sempre) e Byron (Michael Kelly, cada vez mais especializado nesse gênero) precisam ser precisos na hora de soltar seus cães de guerra. E na hora de prestar contas ao secretário de estado vivido por Morgan Freeman.

Como se vê, existem vários personagens ricos, disputando espaço a tapa ao longo dos episódios. Alguns têm poquíssimas falas, mas parecem encher a tela quanto atuam. Apenas para constar, observem todos os citados e mais esses: Laysla De Oliveira, Dave Annable, Jill Wagner, LaMonica Garrett, James Jordan, Genesis Rodriguez, Austin Hébert, Jonah Wharton, Thad Luckinbill, Hannah Love Lanier e Ian Bohen.

Alguns já velhos conhecidos de Sheridan, casos de James Jordan, Ian Bohen e Dave Annable. E outros atuando também como produtores executivos, casos de Nicole, Zoe e Jill Wagner.

Sheridan funcionou bem de novo.

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