Crítica | Série | Mobland Temporada 2

Crítica | Série | Mobland Temporada 2

Eu creio que a essa altura do campeonato, muitos espectadores já estão pra lá de avisados sobre séries que descambam a partir de suas segundas temporadas. Com não muitas exceções. Mobland (ou Terra da Máfia, como dizem por aí) é uma delas. CriCríticos deixou de falar sobre a excelente primeira temporadam infelizmente.

Mas não se iludam com isso. Se você ainda não tentou a sorte, fica a dica.

E se você é assíduo do CriCríticos sabe que a gente arrasta uma asa pro Guy Ritchie. Aqui, Ritchie divide a criação com Ronan Bennett e ainda assina alguns episódios. Afinal, o tema é um velho conhecido do diretor de Snatch e Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes.

O ritmo frenético em alguns momentos dos seus filmes é arrefecido aqui para uma história mais contínua envolvendo uma tradicional família criminal, os fucking Harrigans (Pierce Brosnan e Helen Mirren)! A hegemonia estabelecida na base do soco inglês e da bala (parece até uma bancada do Senado brasileiro) é garantida por Harry da Souza (o velho Tom Hardy de sempre), também fiel amigo do filho mais velho do casal, Kevin (Paddy Considine, de A Casa do Dragão).

A harmonia da família é apenas fachada e uma briga por poder se inicia ao final da primeira temporada, rompendo pela segunda. Não bastasse isso, os Harrigans ainda devem lidar com seus inimigos, doidos para assumir o controle da organização.

Neste segundo ano, todo mundo desconfia de todo mundo. As relações entre os personagens principais vão se esfarelando a cada dificuldade que surge. O único que parece saber o que faz é Harry, o fixer de tudo.

Em Mobland, não espere por heróis vestindo branco e com moral inabalável. A maioria dança conforme a música e se tiver que vender a mãe e não entregar, o farão. O delicioso, para quem gosta do gênero e não se incomoda com cenas violentas, são as atuações do trio Brosnan-Mirren-Hardy. O talento quase não cabe na telinha, ainda que em algumas cenas soe caricatural demais.

A trilha musical, da abertura da série ao fim, é caprichada, no melhor estilo Guy Ritchie. Existem muitas participações especiais ao longo dos episódios que somam ainda mais ao casting. Está no Paramopunt+.

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