Em 8/8, a Synapse Distribution entrega ao circuito brasileiro O Último Pub (The Old Oak), uma produção inglesa, francesa e belga dirigida pelo inglês Ken Loach (Ventos da Liberdade). É bom começar ressaltando o nome de Loach para situar melhor o espectador ainda indeciso sobre qual filme assistir.
O Último Pub é um drama na essência, repleto de crítica e atrito social, muito presente nas vidas dos primeiro-mundistas. Estima-se que atualmente existam mais de 120 milhões de pessoas deslocadas de seus países natais devido conflitos, violência e desastres naturais. Essas pessoas são genericamente chamadas de refugiados.
Loach foca na situação testemunhada por moradores de um vilarejo localizado no nordeste da Inglaterra. Em crise econômica após o fim da principal atividade da região (a mineração), os locais lançam olhares indignados à chegada de refugiados sírios, realocados por força governamental.
A jovem Yara (Ebla Mari) acaba desenvolvendo uma relação afetuosa com TJ Ballantyne (Dave Turner), proprietário do pub The Old Oak, para desagrado dos amigos e frequentadores do bar. Nem todos, claro, são avessos à chegada dos sírios que, saídos de um conflito doméstico, agora encaram um recomeço de vida em meio a olhares inóspitos e xenofobia.
O espectador acompanha os fatos apresentados pela lente de Loach, mas também por imagens captadas por Yara. Aliás, fruto da primeira quizumba no filme.
O tema é atual, o tom é natural e o drama dos sírios deve prender a atenção do espectador até o desfecho de O Último Pub. O roteiro do filme é assinado por Paul Laverty, parceiro do cineasta há mais de 30 anos, e Loach, aos 87 anos de idade, já anunciou esta é seu último trabalho.
