Crítica | Filme | Saideira

Crítica | Filme | Saideira

As atrizes Thati Lopes (Porta dos Fundos) e Luciana Paes (Notícias Populares) protagonizam o longa-metragem brasileiro Saideira, que a Elo Studios distribuí nos cinemas nacionais em 8/8. Elas vivem duas irmãs (Joana e Penélope, respectivamente) que se reencontram após dez anos por ocasião da morte do avô delas, vivido por Tonico Pereira.

Enquanto Joana parece querer promover a partida tranquila do avô, Penélope revela-se mais interessada em descolar uma garrafa de cachaça (a tal Saideira do título), que pode lhe render uma graninha. Só que o avô envolve as netas em um tipo de caça ao tesouro, levando as irmãs e percorrerem várias cidades brasileiras (Paraty, Tiradentes e São Tomé das Letras) e suas belíssimas paisagens.

No caminho, claro, Joana e Penélope mostram-se bem antagônicas apesar do objetivo em comum. Contudo, à medida que as dificuldades se apresentam na jornada, as irmãs vão se redescobrindo.

Os diretores Pedro Arantes e Júlio Taubkin exploram a fórmula de “duplas improváveis” para contar a história de Saideira. Ainda que irmãs, Joana e Penélope têm personalidades bem diferentes. E isso ajuda a criar muitas das situações expostas nessa comédia nacional. Nada muito novo ou hilário, honestamente.

Meu destaque vai para a fotografia, que tira bastante proveito da arquitetura de duas cidades históricas brasileiras tombadas. Elas se vendem sozinhas. No todo, contudo, Saideira é bem raso.

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