Crítica | Filme | Terra à Deriva 2: Destino

Crítica | Filme | Terra à Deriva 2: Destino

Dirigido por Frant Gwo, Terra à Deriva 2: Destino tenta repetir o sucesso do primeiro filme com ainda mais ambição, mas acaba se perdendo em meio a uma narrativa confusa, longa demais e repleta de clichês herdados de grandes produções hollywoodianas. Com quase três horas de duração, o longa aposta alto nos efeitos visuais – que são, de fato, impressionantes – mas esquece de entregar um roteiro coeso e original.

A trama acompanha novamente a humanidade diante de uma catástrofe iminente. A Terra está em colapso, e a solução é transferir a população para cidades subterrâneas, enquanto uma equipe internacional de astronautas tenta evitar o pior. A premissa, no entanto, soa repetitiva e lembra diretamente filmes como 2012, O Dia Depois de Amanhã, Moonfall e até Tenet, com seu enredo complicado e mal amarrado.

O longa busca inspirações claras em títulos como Armageddon, Impacto Profundo e Interestelar, tanto nas soluções encontradas para salvar o planeta quanto na tentativa de inserir alívios cômicos – que soam forçados. Há até uma astronauta brasileira que fala português com uma entonação artificial, como se fosse uma dublagem mal feita.

Apesar das intenções grandiosas, o filme não consegue se sustentar. A história se torna arrastada e incoerente, com personagens pouco desenvolvidos e um ritmo irregular. O que realmente se salva são os efeitos visuais, de qualidade inquestionável, que ajudam a manter algum interesse diante do caos narrativo.

Terra à Deriva 2: Destino é, em resumo, um espetáculo visual perdido em um roteiro bagunçado, sem direção clara e que tenta, sem sucesso, replicar fórmulas já desgastadas. O filme é distribuído pela Sato Company.

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