Veja o trailer de A Odisseia de Christopher Nolan

Prepare-se para a Odisseia de Christopher Nolan

A Odisseia, de Christopher Nolan, estreia no dia 17 de julho. Tempo suficiente para ficar por dentro do que promete ser mais uma obra de peso do autor de A Origem (2010), Interestelar (2014), Dunkirk (2014) e Oppenheimer (2023).

Como é de seu feitio, o longa tem a marca da individualidade de Nolan, que é produtor, roteirista e diretor e reúne vários de seus parceiros usuais. O elenco é encabeçado por Matt Damon, que trabalhou com Nolan em Interestelar e Oppenheimer, e inclui nomes como Anne Hathaway (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, Interestelar), Robert Pattinson (Tenet), Benny Safdie (Oppenheimer), Himesh Patel (Tenet),

Atrás das câmeras também é fácil encontrar nomes que trabalham com Nolan de forma regular. A fotografia de A Odisseia está nas mãos de Hoyte von Hoytema, responsável pela fotografia de Interestelar, Dunkirk e Oppenheimer. O assistente de direção é Nilo Otera, que trabalhou em nada menos do que sete filmes de Nolan. Diretor de elenco de Amnésia, Batman: O Cavaleiro das Trevas, Inception, Interestelar e Oppenheimer, entre outros filmes de Nolan, John Papsidera também responde pelo novo filme. O mesmo vale para Andrew Jackson, supervisor de efeitos especiais de Dunkirk, Tenet e Oppenheimer que agora cuida de entregar uma versão convincente não apenas da Grécia Antiga, mas da mitologia grega inerente à história. Elemento primordial no trabalho de Nolan, a trilha sonora de A Odisseia será de Ludwig Göransson, autor das trilhas de Tenet e Oppenheimer.

O clássico dos clássicos

Em outras palavras, o cenário está pronto para uma produção grandiosa que vem carregada de expectativa, começando pela natureza do material. Junto com a Ilíada, ambos poemas épicos atribuídos ao grego Homero, A Odisseia é nada mais, nada menos do que a base fundamental da literatura ocidental, uma narrativa entranhada na consciência popular em que o número de leitores é imensamente menor ao número de pessoas que usa expressões como “presente de grego”, “calcanhar de Aquiles”, “odisseia” e “canto de sereia”, todas saídas dos dois poemas.

Juntas, as obras narram os feitos dos guerreiros que participaram da Guerra de Troia, conflito que durou dez anos e teria ocorrido no século 13 AEC na costa da atual Turquia. Com cerca de 15.693 versos, a Ilíada retrata algo em torno de 50 dias do último ano da guerra. A Odisseia, por sua vez, com cerca de 12.109 versos, narra a longa viagem de um dos combatentes mais importantes da guerra, Odisseu, rei de Ítaca, de volta para casa após a batalha e as tempestades mandadas pelos deuses como punição pela devastação e saque de Troia. Vale lembrar aqui que Odisseu e Ulisses são a mesma pessoa. Odisseu é o nome original grego, enquanto Ulisses é a versão latina do nome.

É, sem dúvida, a soma ideal de aventura a temas caros a Nolan como a passagem do tempo, a memória, o reconhecimento, amor e fidelidade.

Técnica inovadora

Não se sabe ainda qual será a duração da versão Nolan de A Odisseia. Em uma entrevista à Associated Press, o diretor disse apenas que o filme será mais curto que Oppenheimer, que fechou em 3 horas. Mas é preciso lembrar que A Odisseia narra uma viagem de dez anos repleta de aventuras, perigos, interferências de divindades e inclui o encontro com a ninfa Calipso, papel de Charlize Theron, que oferece a imortalidade em troca do amor de Odisseu, a passagem pelas sereias e a fuga ilha dos Ciclopes. E isso tudo antes da parte final, quando Odisseu chega à Ítaca e se une ao filho Telêmaco (Tom Holland) para derrotar os homens que durante sua ausência assediaram sua esposa, Penélope (Anne Hathaway), que por anos teceu durante o dia e desfez o trabalho durante a noite para adiar a escolha de um novo marido.

O longa estreia ainda como o primeiro totalmente filmado com câmeras Imax, que tiveram seu ruído reduzido graças a um novo equipamento, permitindo a filmagem de cenas com diálogos no formato de grandes dimensões. O resultado, um longa em tudo projetado para a tela grande para dar conta de uma narrativa complexa, povoada por personagens tridimensionais e que, se Nolan repetir o que já fez, tem tudo para fazer barulho nas premiaç

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