Em tempos de certa falta de criatividade recorrente no cinema americano, voltemos para 1995, quando praticamente nenhuma adaptação de game para as telas tinha funcionado. Até Mortal Kombat.
O que veio depois aproveitou a tecnologia melhorada e explorou as falhas dos antecessores. Mas arrisco a dizer que pouco adiantou. Para o que tínhamos da época era o que podia ser feito. E funcionou.
A prova disso é as sequências deste Mortal Kombat falharam miseravelmente em repetir a dose, mesmo. Parte do elenco sequer voltou no segundo filme, A Aniquilação, uma colagem de cenas mais rasa do que a história de um joguinho 2D.
Este aqui custou US$ 18 milhões (uma bagatela, convenhamos) e faturou mundialmente mais de US$ 120 milhões.
Mas vamos ao que interessa. Liu Kang (Robin Shou) volta a sua terra natal para honrar a morte de seu irmão e reintegrar-se ao Templo da Luz a fim de representá-lo no Mortal Kombat, um torneio de lutas marciais que definirá o destino do mundo.
Ao lado de Johnny Cage (Linden Ashby), um galã do cinema americano, e de Sonia Blade (Bridgette Wilson), uma policial, ele embarca para o combate assessorado pelo poderoso Lorde Rayden (Christopher Lambert), que crê piamente que um desses humanos salvará a Terra do domínio do Imperador e de seu feiticeiro, Shang Tsung (Cary-Hiroyuki Tagawa).
Desse elenco, praticamente ninguém tinha real intimidade com coreografia de artes marciais, então, as lutas são beeemmm lentinhas e pouco convincentes. Mas divertiu na época, juro! A trilha também marcou os fãs e acendeu a vontade de jogar Mortal Kombat, até mesmo para ouvir aquelas frases imortais, como “Finish him”, “Flawless victory” e outras.
Na direção está Paul W.S. Anderson, que posteriormente se arriscaria em outra franquia de games, Resident Evil, dirigindo os mais recentes longas, estrelados pela esposa, Milla Jovovich.
Acho que o VHS dele está em algum lugar por aqui…
