Crítica | Série | Cangaço Novo: Temporada 2

Crítica | Série | Cangaço Novo: Temporada 2

Olha, nada como uma refeição equilibrada, que deixa na boca aquela sensação de “quero mais”. Voltando um pouco no tempo, foi assim que me senti ao final da primeira temporada da série Cangaço Novo, do Prime.

Para quem não lembra, houve uma onda de roubos a bancos ocorrida em cidades do interior de São Paulo durante os anos 1990. Os criminosos (muitos nunca capturados) adotaram ações meticulosas na execução, com muito planejamento e táticas militares. E uso de armas pesadas e explosivos para inibir reações.

Como disse anteriormente, a história já é cinematográfica por si só. Se, ainda por cima, for bem contada em roteiro, teremos um hit. E assim foi. A primeira temporada foi uma das séries de maior sucesso na plataforma, segundo a própria casa, que não divulgou números. Mas é possível mesmo.

A segunda temporada de Cangaço Novo segue com a família Vaqueiro “roubando dos ricos para dar aos pobres”. Para desagrado da politicagem de Cratará, representada pelo senador Deocleciano Maleiro e seu filho, Gastão. As novidades ficam por conta de personagens que se juntam à trama, contra ou a favor de Ubaldo, Dinorah e Dilvânia Vaqueiro (Allan Souza Lima, Alice Carvalho e Thainá Duarte).

O espectador ainda vai conferir em flashback um pouco do passado de todos os protagonistas e compreender os acontecimentos que os conduziram a esse presente.

Mais uma vez, tudo está azeitado na história, sem grande profundidade ou reviravoltas. O destaque mesmo são as várias cenas de ação da série, que não devem nada aos enlatados. Nota-se que a produção teve grana para materializar os roteiros de Mariana Bardan e Eduardo Melo.

É possível conferir o segundo ano de Cangaço Novo em uma esticada só. Todos os episódios deste legítimo nordestern (perfeito!) estão disponíveis desde 24/4.

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