Crítica | Série | Tetra: Acreditar de Novo

Crítica | Filme | Tetra: Acreditar de Novo

A Netflix segue em seu projeto de inspirar os brasileiros ainda fãs do futebol relembrando as conquistas da seleção brasileira em Copas do Mundo. Diferentemente de Brasil 70: A Saga do Tri, Tetra: Acreditar de Novo trata-se de um documentário prometendo imagens raras da campanha da seleção, registradas pela handycam de um dos goleiros do time, o Gilmar.

Também diferentemente, a seleção de 70 estava um pouco melhor cotada para pleitear o título do que a de 94. Ou seja, a pressão para os jogadores que conquistaram o tetra era imensa, devido aos 24 anos na fila, depois do fiasco de 1990, depois da frustação de 1982… Muitos elementos pesavam nos bastidores e tumultuavam a vida do time. Normal para um país com 200 milhões de técnicos de futebol.

O documentário, de maneira simples, reconta o trajeto da desconfiança ao título, passando pelos desafios e passagens marcantes nos depoimentos de muitos jogadores e membros da comissão técnica, como o próprio treinador do Brasil, Carlos Alberto Parreira.

Vale a pena rever essa trajetória, lembrar como a população e a imprensa brasileira se intrometem na vida do selecionado e ver a emoção da conquista estampada na cara dos entrevistados. Cujos depoimentos são completados pelo prisma de alguns dos adversários da seleção na Copa dos EUA. Jogadores de Itália, Suécia, EUA e Camarões, por exemplo, colorem um pouco mais os fatos.

Tetra: Acreditar de Novo retrata um case motivacional de sucesso ou uma trama de vingança (dependendo de onde se olha). Mas, mantendo o comparativo com a recém-lançada minissérie Brasil 70, emociona bem menos a quem assiste.

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