Mensagens para Isabelle (Voicemails for Isabelle, 2026) é o longa-metragem que tem dominado os Reels do Instagram e aquecido as relações fraternais ao redor do mundo. A comédia romântica dramática, lançada globalmente no dia 19 de junho, é uma produção original da Netflix dirigida por Leah McKendrick.
O título alcançou um sucesso enorme e, em menos de um mês no ar, já entrou no primeiro lugar da lista de mais assistidos da plataforma. Além de diretora responsável pela produção, McKendrick também é a roteirista. E por falar nele, o roteiro é tão bem escrito e produzido que fez a Internet cair no engano de pensar se tratar de uma nova adaptação literária do streaming.
A verdadeira inspiração e pano de fundo para a história de Jill Shaw (Zoey Deutch, Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor), Wes (Nick Robinson, O Quiosque) e Isabelle (Ciara Bravo, Wayne) foram as próprias experiências de Leah McKendrick com sua irmã mais nova, Olívia Isabelle. Ao perceber que, se a perdesse, não conseguiria parar de mandar mensagens, a ideia para o roteiro surgiu.
Outro nome de destaque é o de Julia Swain, diretora de fotografia reconhecida como uma das ASC Rising Stars (estrelas em ascensão da Associação Americana de Diretores de Fotografia). Swain e McKendrick já tinham uma parceria anterior de sucesso no longa Independente Scrambled (2024).
Apesar de ser uma comédia romântica e drama, para as irmãs mais velhas, é um thriller dos mais assustadores. Perder a sua irmãzinha é um cenário que frequentemente costuma-se afugentar da mente. Mas, para a personagem principal, Jill Shaw, ele se concretizou no pior momento de sua vida: quando ela estava longe, em um trabalho desagradável e sem amigos.
Dá para imaginar que enfrentar o luto nessas condições é bem mais pesado. Felizmente, nesse filme, o espectador não fica no campo da imaginação. Pelo contrário, as cenas chegam a serem densas e profundamente dolorosas. De uma forma real e magnífica, sentimos a dor da perda e vivemos o luto junto com Jill. Nessa altura, a trilha sonora que embala a sequência de cenas dramáticas é To Build a Home (The Cinematic Orchestra) o que torna impossível das lágrimas não rolarem soltas.
Ainda nessas cenas, flashbacks do início do filme vem à mente. Eles mostram as irmãs crescendo juntas, trocando experiências e vivendo. Em especial, Isabelle, que em sua última conversa com Jill, afirma que se contenta em viver através da irmã, já que sua doença a impede de viver sua própria vida. Aqui, não via mais a tela. Eram lágrimas embaçando a visão e soluços questionadores. Mas, assim como as cenas, o tempo passa para Jill e, então, o filme ganha um aspecto mais escuro, azul e cinzento ao mesmo tempo.
Aliás, a progressão das cores e como elas são exploradas nesse longa é o que confere um dinamismo entre a fase da vida da personagem e os acontecimentos em cada uma delas. O fato é: esse longa é uma mensagem de amor fraternal, superação e resiliência.
O filme é uma produção original da Netflix e está disponível no streaming. Além de triste em alguns aspectos, ele é também uma superação que acontece através de um novo amor. E não, não falo de Wes, mas da própria Jill que consegue fazer da dor e do luto uma força impulsionadora para trazer seus maiores sonhos à realidade. Quais são eles? Eu te convido à assistir para descobrir.
