Mais um caso clássico de uma história sem grandes novidades, mas que, ao ser contada de maneira inteligente, agrega frescor e ineditismo à experiência do espectador. Sobrevivência (Animals) é mais um filme feito na medida certa do streaming. Seria o que antigamente era chamado de “filme para a TV”.
Não pense nisso como um demérito. Não. A produção é bem eficiente e atinge seu objetivo secundário de entreter (o primário é fazer dinnheiro, claro!). Não sei como Sobrevivência anda em termos de visualizações ou se esse é um critério aceitável para o leitor de CriCríticos.
Enfim, Ben Affleck é um político que aspira ao cargo de prefeito de Los Angeles. Ele tem que lidar com um sequestrador ao mesmo tempo em que tenta resolver uma crise no seu casamento com o personagem de Kerry Washington. Para não envolver a polícia, ele usa o talento de uma negociadora fria e calculista, vivida por Gillian Anderson.
Nenhuma grande novidade até aqui. Mas o modo como Affleck co-escreveu e dirigiu Sobrevivência é o que conta. Muita gente não gosta dele, o critica pelo casamento fracassado com J-Lo e até mesmo pelo seu Batman. Mas o cara é bom. Sabe escrever e sabe dirigir e Gênio Indomável e Argo são provas disso. Acho que merece ser visto, ainda mais levando-se em conta o que temos hoje disponível no streaming.
De leve, ainda faz uma crítica social ao momento americano.
