Marília Mendonça estava a dois meses de completar 27 anos quando foi vítima de um acidente aéreo a caminho de um show em Caratinga, Minas Gerais. A morte da cantora sertaneja coroada como Rainha da Sofrência colocou Marília Mendonça no Clube dos 27, mito do meio artístico que reúne talentos que se foram aos 27 anos. Numa lista que vai de Brian Jones a Amy Winehouse, somando Jimi Hendrix, Janis Joplin, Peter Ham, Jim Morrison, Kurt Cobain, Robert Leroy Johnson e Jean- Michel Basquiat, o Clube não existe oficialmente, ainda assim, para muitos, sertanejo não deveria entrar nessa lista.
A nova exposição do MIS- Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Marília Mendonça – Sentimento Louco quebra esse e outros preconceitos contra o sertanejo, levando a artista ao local que já viu exposições sobre Janis Joplin, Ney Matogrosso, Tina Turner, Raul Seixas, B.B. King, John Lennon e Rita Lee, para ficar apenas na música.

Repleta de objetos pessoais cedidos pela família de Marília Mendonça, a exposição é obrigatória para os fãs da cantora e compositora. Mas, também ideal para quem conhece pouco da carreira da artista que quebrou o padrão do sertanejo ao colocar o ponto de vista da mulher, incluindo a mulher que trai em canções como Traição Não Tem Perdão e Amante Não Tem Lar.

Além da música, disponível em várias estações, a exposição inclui troféus, como o Grammy Latino, peças do guarda-roupa da cantora e vários cadernos onde Marília Mendonça anotava letras, ideias e listas de shows e eventos. Esse último grupo exibe o caderno que a artista levava quando morreu no acidente que vitimou também o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Jr. e o co-piloto Tarcísio Pessoa Viana. Impossível não se emocionar com as páginas amassadas.

Exposição Marília Mendonça – Sentimento Louco
- MIS – Museu da Imagem e do Som
- Avenida Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo
- Até o dia 29 de novembro
