Isa Briones, a Dra. Trinity Santos da série The Pitt, deu uma bronca nos fãs que gritam durante as apresentações dos musicais da Broadway. Em uma postagem em suas redes sociais, Briones deixou claro que gritos durante a apresentação de uma peça é falta de respeito.
Além da série de TV, a atriz atualmente faz parte do elenco de Just In Time. O musical retrata a vida e a carreira de Bob Darin, famoso por canções como Beyond the Sea, que a geração mais nova conhece da trilha de Procurando Nemo. Na produção da Broadway, Darin é interpretado por Jeremy Jordan e Briones interpreta outro nome famoso dos anos 1960, Connie Francis.
Algumas pessoas, no entanto, acham divertido pagar o ingresso não para ver o musical, mas para gritar se Briones terminou o relatório, uma referência à médica que ela interpreta em The Pitt e que é sempre interrompida quando está relatando a situação de um paciente.
Em resposta à falta de educação, Briones avisou em seu post que a Broadway “não é um circo” e que gritar com os atores é desrespeitoso com as pessoas que estão no palco trabalhando e também com o restante do público.

Esse não é o primeiro choque entre atores e pessoas mal educadas na audiência. Em junho de 2005, o ator Richard Griffiths, o tio Válter da franquia Harry Potter, interrompeu sua fala durante uma apresentação da peça The History Boys no National Theatre em Londres e expulsou um homem depois que o celular do rapaz tocou pela sexta vez. A ação foi aplaudida pelo restante do público.
Ainda em 2005, Griffith repetiu o feito, dessa vez exigindo que uma mulher saísse de uma apresentação de Heroes, no Wyndham Theatre, depois que o celular dela tocou pela terceira vez. No ano seguinte, foi a vez da temporada de History Boys em Nova York, quando Griffiths deixou claro que se mais um celular tocasse, ele iria encerrar a apresentação.
No Brasil, o choque entre palco e audiência também acontece e ultrapassou o limite durante as apresentações de Wicked, quando o público insistia em cantar, prejudicando não só a performance, como as pessoas que queriam ouvir o elenco.
Fora dos teatros, o uso de celular nas salas de cinema também gera desconforto e frequentemente degenera em discussão e até a necessidade de interferência da segurança, especialmente em filmes infantis, quando muitos pais acham que podem passar a sessão ao celular enquanto os filhos assistem ao filme. A situação é tal que Martin Scorsese disse ao cineasta Peter Travers que não vai mais ao cinema porque as pessoas conversam, falam ao celular e levantam o tempo todo para comprar refrigerante, reservando pouquíssima atenção ao filme.
