Comparar O Frio da Morte (Dead of Winter), disponível no catálogo do Prime Video, com Duro de Matar (1988) e outros tantas inspirações a partir dele, não é absurdo algum. Sabe aquele estilo de “pessoa certa no lugar errado”? Ou seria “pessoa errada no lugar certo”? Tanto faz. O que prevalece é aquele espírito de resiliência, de heroismo e, claro, de die hard!
O filme dirigido por Brian Kirk (Crime Sem Saída) usa o isolamento extremo e as baixas temperaturas para criar o clima. Literalmente. Um jogo de gato e rato na neve a partir de um encontro casual e despretencioso.
A trama acompanha Barb (Emma Thompson, de Razão e Sensibilidade), uma viúva que viaja sozinha até um remoto lago onde pretende pescar, alimentada por memórias. O espectador vai sacando qual seu real objetivo aos poucos e jamais imagina do que aquela figura inocente e até mesmo descoordenada é capaz.
Para chegar ao lago, ela pede informações para um morador local bastante suspeito (Marc Menchaca, de Dutton Ranch). E somente depois entende parcialmente o que está acontecendo. O sujeito parece ter uma garota em cativeiro e Barb decide intervir.
Destaque para o trabalho de Emma Thompson, que aos 67 anos se vê distante daqueles papéis aristocráticos que muitas vezes movimentaram sua carreira. Mais do que lembrar John McClane, sua protagonista evoca Marge Gunderson, de Fargo, ainda mais pelo sotaque.
No time dos vilões também temos Judy Greer (Halloween), que interpreta a mente por trás do crime. Além da filha de Emma, Gaia Wise, que vive a Barb jovem. O Frio da Morte não é brilhante, principalmente quando sai do drama sobre o luto para uma correria de ação com alguma violência gráfica. Mas dá conta para entreter.
